Como saber quais são as histórias mais prioritárias?

A análise Kano é uma técnica de priorização desenvolvida nos anos 80 pelo professor Noriaki Kano. Originalmente foi desenvolvida para análise de satisfação de consumidores em relação à um determinado produto. Neste post vamos aplicar a técnica a fim de saber quais são as histórias mais prioritárias do produto.

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Na análise Kano existem 6 tipos de histórias:

  • Desejadas: são aquelas funcionalidades que o usuário deseja, mas não sabe o quanto deseja;
  • Lineares: quanto mais funcionalidades lineares, melhor para o sistema;
  • Mandatórias: têm que estar presentes para que o usuário se sinta satisfeito ao utilizar o sistema (ou produto);
  • Questionáveis: foi demonstrada uma contradição no desejo da funcionalidade;
  • Indiferentes: não geram satisfação nem insatisfação;
  • Reversas: o usuário acha que deseja, mas não deseja realmente.

Mas como classificar as histórias de um sistema?

A técnica mais simples para classificar as histórias é através de entrevistas com usuários chave do sistema, fazendo perguntas funcionais e disfuncionais em relação à mesma funcionalidade, da seguinte forma:

Pergunta funcional:

Se na próxima versão do produto for incluído o conjunto de funcionalidades X, como você se sentiria?

    • [ ] Eu vou gostar
    • [ ] Eu acho que deveria incluir
    • [ ] Indiferente
    • [ ] Posso aceitar
    • [ ] Eu não gostaria disso

Pergunta disfuncional:

Se na próxima versão do produto NÃO for incluído o conjunto de funcionalidades X, como você se sentiria?

    • [ ] Eu vou gostar
    • [ ] Eu acho que deveria incluir
    • [ ] Indiferente
    • [ ] Posso aceitar
    • [ ] Eu não gostaria disso

Perceba que uma história pode gerar um conjunto de funcionalidades do sistema. Agora basta categorizar as respostas, para cada história, no seguinte quadro:

quadro1

Suponha que você tenha aplicado a entrevista a 20 usuários chave. Sumarize o resultado por quantidade de votos:

quadro2

E então, quais histórias incluir?

  • Todas as histórias mandatórias;
  • Algumas das histórias lineares;
  • Negociar as desejadas.

Todas as outras devem aguardar o momento propício ou então não devem ser incluídas.

 

Por Leonardo Tavares
Colaborador do Synergia